domingo, 4 de outubro de 2009

ECCE HOMO (FRIEDRICH NIETZSCHE)

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Escrita em 1888, essa obra só foi publicada em 1908. Nos manuscritos subsistem vários planos desse livro. Erich Podach constatou que na verdade não existe nenhum escrito definitivo do livro, mas unicamente variantes e paralelos.

No prefácio, Nietzsche afiram com amargor: "Basta falar com o primeiro 'letrado' que chegue depois de passar pela Alta-Engandina para me convencer de que não existo..." Os capítulos I, II e III esclarecem as razões pelas quais Nietzsche é "tão sábio" (sua identidade moral), "sabe tanto" (sua educação) e "escreve tão bem" (seu estilo e sua psicologia).

Em seguida, Nietzsche explica as circunstâncias que cercaram o nascimento de suas diferentes obras. Termina explicando "por que [ele é] uma fatalidade": diz ser "o primeiro homem honesto", aquele que se pôs "em contradição com milhares de anos".

Por fim, para se resumir, afirma ser o "feliz mensageiro" que propõe tarefas como nunca dantes houve igual.

Titulo original: Ecce homo. Wie man wird was man ist.

Edição brasileira: Ecce homo. Como alguém se torna o que é, São Paulo, Max Limonad, 1986.

Estudos: G. Morel, Nietzsche, introduction à une première lecture, Aubier-Montaigne, 1985. E. Podach, Friederich Nietzsche Wenke des Zusammenbruch, Wolfgang Rothe Verlag, Heidelberg, 1961.

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